Terapia Ocupacional

TERAPIAS DE REABILITAÇÃO

Terapeuta ocupacional fazendo exercícios com um paciente

A terapia ocupacional ajuda pessoas a realizarem suas atividades do dia a dia com mais autonomia e qualidade de vida.

Seja se vestir, se alimentar, escrever, cozinhar ou usar o celular — tudo isso pode ser mais difícil para quem vive com ataxia. A TO pode ajudar!

A Terapia Ocupacional (TO) é uma abordagem terapêutica centrada na promoção da autonomia funcional, por meio da adaptação de atividades e do desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e psicossociais.

No contexto das ataxias, que afetam o controle motor, o equilíbrio e a coordenação, a TO é essencial para ajudar o paciente a manter ou recuperar a capacidade de realizar atividades da vida diária (AVDs) com mais segurança e independência.

A intervenção da TO nas ataxias é necessariamente individualizada, ancorada em uma avaliação funcional minuciosa e nos objetivos pessoais estabelecidos em conjunto com o paciente. Conforme as dificuldades específicas identificadas, o terapeuta ocupacional planeja e implementa estratégias personalizadas.

01
Marcha e Equilíbrio — para pacientes com ataxia de marcha (instabilidade na deambulação), técnicas como treino de marcha com dispositivos de auxílio (andadores, bengalas) e exercícios funcionais direcionados ao aprimoramento do equilíbrio.
02
Transferências — instrução e treino para a realização de transferências seguras (por exemplo, da cadeira de rodas para o leito ou vaso sanitário).
03
Coordenação Motora Fina — exercícios voltados para a melhora da coordenação motora fina, essencial para tarefas como escrita manual e manipulação de objetos pequenos (uso do celular, abotoar roupas).
04
Treino Funcional Dirigido à Tarefa — prática intensiva e específica de tarefas funcionais relevantes para o indivíduo, como vestir-se, alimentar-se, higiene pessoal (banho) e outras AVDs.

Frequentemente, a TO recorre a adaptações ambientais, de tarefas e ao uso de Tecnologia Assistiva para aumentar a autonomia do paciente. Exemplos incluem:

  • Substituição de escova dental convencional por elétrica em casos de dificuldade de coordenação motora.

  • Utilização de talheres com cabos engrossados, copos adaptados com alças ou canetas com empunhaduras especiais.

  • Implementação de dispositivos de auxílio para escrita ou comunicação.

Estratégias de prevenção de quedas:

  • Modificações no ambiente (barras de apoio, remoção de tapetes soltos e obstáculos, melhoria da iluminação, especialmente noturna).

  • Técnicas de movimentação segura.

A terapia ocupacional também aborda a fadiga por meio de:

  • Planejamento da rotina diária para otimizar energia.

  • Técnicas de priorização de tarefas.

  • Pausas estratégicas de descanso.

A colaboração interprofissional com a fonoaudiologia facilita o uso de pranchas de comunicação e de dispositivos e softwares de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).

A terapia ocupacional também oferece apoio emocional e estimula a participação em atividades sociais, ocupacionais (laborais, educacionais) e de lazer, adaptando-as conforme necessário para viabilizar o engajamento mesmo diante de limitações.

Enfim, há muitas estratégias que podem ser adotadas para dar ao paciente com ataxia uma melhor qualidade de vida, enquanto a ciência corre atrás da cura ou de remédios modificadores do curso da doença.

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