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Ataxia Brasil Geral - Foi uma tarde fabulosa, disseram os presentes


Da esq. para a dir.: Dr. Marcondes (Unicamp), Dr. Jonas (HC Porto Alegre), Priscila e Cristina (presidente e vice da ABAHE, respectivamente)

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Foi uma tarde fabulosa, disseram os presentes
Sábado, 08 de junho, o campus da Faculdade de Pindamonhangaba recebeu a décima sétima edição do Encontro de Ataxias. Promovido pela Associação Brasileira de Ataxias Hereditárias e Adquiridas, essa reunião marcou o início das novas diretrizes da Abahe, que são, em seus encontros, sempre levar alguém que encontrou a cura ou alguém que apresentar um novo tratamento.
Por Eduardo Lima
 
Foram três palestras, com conteúdo abrangente. O dr Marcondes França Jr. (neurologista da Unicamp) apresentou o tema “Novas perspectivas de tratamento das ataxias”. Em sua apresentação, o neuro explicou que ataxia não é uma doença e sim um sintoma comum a diversas doenças como a ELA (esclerose lateral amiotrófica), esclerose múltipla, Doença de Huntington e SCAs (sigla em inglês para ataxias espinocerebelares). Caracteriza-se pela perda, em geral progressiva, da coordenação motora e da marcha. Isso posto, passou a uma explicação dos tipos de ataxia: as adquiridas e as hereditárias. As adquiridas são normalmente mais difíceis de investigar sua causa. As causas são intoxicação alcoólica ou por abuso de drogas, sequelas de AVCs (popularmente conhecidos como derrames), sintomas de algum problema neurológico. As hereditárias se subdvidem em duas: as recessivas (em que há 25% de possibilidade de pais doentes gerarem filhos doentes, caso os dois sejam portadores da mutação genética que a causa) e as dominantes (em que há 50% de possibilidade de pais doentes gerarem filhos doentes, caso um dos dois sejam portadores da mutação genética que a causa).
"Os novos tratamentos vão surgindo exponencialmente, na mesma proporção em que se amplia o nosso conhecimento sobre esses males", disse. Para exemplificar, usou a ataxia recessiva mais comum no mundo, a de Friedreich. Os primeiros casos foram descritos em meados do século XIX. Entre essa descrição, e as pioneiras descrições da função das proteínas envolvidas no seu início e evolução, no começo dos anos 1990, passaram-se mais de cem anos; os tratamentos baseados em medicamentos surgiram menos de dez anos mais tarde.
A deixa para que o dr. Jonas Saute (neurologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, RS) fizesse sua apresentação estava dada. Ele apresentou em primeira mão os dados de sua pesquisa sobre o uso do lítio na SCA3, de longe a ataxia dominante de maior prevalência no Brasil. O carbonato de lítio é muito usado no tratamento de alguns casos de depressão. Aqui foram utilizados 60 pacientes, a metade deles tomando placebo, e foram acompanhados durante quase um ano. "Quase a metade dos que tomaram o lítio apresentaram melhora com relação a uma das escalas de medição de grau de acometimento de ataxia, a mundialmente disseminada Sara”, revelou o médico gaúcho.
Encerrada a palestra do dr. Jonas foi aberta uma agitada e concorrida sessão de perguntas e respostas.  Os dois médicos presentes responderam todo o tipo de questionamento e dúvida dos presentes; a mesa-redonda foi seguida por um informal coffee-break.

Para encerrar a tarde, houve a palestra da professora de yoga, Fernanda Hasskel. Proferindo palestra sobre “Yoga para todos”, sua opinião é a de que inexistem limites. “Quando a vontade de se movimentar é muito grande, ninguém segura a pessoa”, brincou Fernanda. Para confirmar a ideia, passou alguns vídeos motivacionais. Dos vários vídeos, destacou-se o que mostrava um veterano combatente da guerra do Iraque, lesado medular. Para fazer os assanas (as posturas do yoga) e emagrecer, levou dolorosos tombos. Sua decisão não conhecia limites. 

Fotos (Rogerio Lucena): http://www.facebook.com/media/set/?set=a.480971625313481.1073741827.393753210701990&type=1 e http://www.facebook.com/media/set/?set=a.477490748994902.1073741826.393753210701990&type=1



 


FONTE: ABAHE
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